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A mostrar mensagens de junho 19, 2017
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Pungo UáN’dongo As  Pedras Negras do Pungo Uá N’ dongo, gigantescos megalitos a cerca de 100 Km de Malange, situam-se entre o Lukala e o Kuanza, a Oeste de M’Baka. A configuração destas pedras enormes, que chegam a atingir mais de 100 metros de altura, é de uma magnificência rude, que chega a lembrar paisagens extra terrestres. Esses monólitos de configuração exótica, bojudos e lisos, erudidos por ventos milenares, são provavelmente o resultado de grandes convulsões da época dos glaciares. A cor predominante das rochas é preto, apesar de serem constituídas de massas de gneisses, xistos vermelhos e calcários de coloração diversa. Impõe respeito, a imponência e o silêncio de Pungo Andongo. Foram a Fortaleza Natural das hostes da célebre Rainha Ginga, ou N’Zinga M’Bandi, ou ainda D.Ana de Souza, por batismo católico. N’Zinga M’Bandi, aspirando à unificação dos povos de todos os Sobados do reino de N’Gola, combateu e submeteu Jagas, o Libôlo, a Matamb...
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Pinturas Rupestres de T’Chitundo Hulo A cerca de  40 Km do Virei, em pleno deserto de Moçâmedes – Namíbia – existem dois morros gêmeos, sendo um deles conhecido como morro sagrado. No teto de pequenas grutas deste morro, descobriu-se num passado bem recente – 1949/1950 – uma série de pinturas rupestres, representando principalmente cenas de caça. Arqueólogos acorreram ao local, após a divulgação da descoberta, e foram encontrando também pelo solo, instrumentos diversos de pedra lascada. Comoção no mundo da Arqueologia e da História, mas por pouco tempo, pois estudos um pouco mais acurados por parte de Geólogos, comprovaram que, além das grutas estarem muito expostas, são de rocha granítica de fácil desagregação, e que essa desagregação é contínua, de tal maneira que, se as pinturas tivessem o tempo que a princípio se imaginava, quando da descoberta, há muito teriam desaparecido; conclusão, as pinturas, bem como os instrumentos encontrados, são do século XIX ...
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O Forte e Pedras de Kandumbo   A cerca de 25 Km da cidade do Huambo,em direção ao Bié, ergue-se uma monstruosa massa granítica, que foi cenário de titânicas lutas do Soba N’Dala contra os colonizadores Portugueses; essa massa granítica é o soberbo Forte Natural das Pedras do Kandumbo. Os Huambos, anteriormente batidos na Embala do Huambo, perto do Soque, e depois das pedras da Ganda e Kané, perto da Kaála, depositaram neste Forte Natural e no Grande Soba N’Dala – víbora – e seus comandantes de guerra, as últimas esperanças. Decorria o ano de 1902, e o exército Português, com a ajuda de alguns Boers, cercaram o Forte de Kandumbo; a batalha durou 3 dias e 4 noites de tiroteio ininterrupto, no fim dos quais, em 20 de Setembro, o capitão Português Teixeira de Moutinho, ordenou os últimos tiros de dois canhões de setenta  milímetros, contra o Forte. N’Dala jazia morto, perto da paliçada exterior. Os crâneos de N’Dala e sucessores, repousam num relicário ...
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Mwan Pwo De fronteiras e origens imprecisas o N'Goio foi um reino que, entre os finais do século XV e o princípio do século XVI, localizava-se sensivelmente na região Kapinda ou Kabinda , que constitui hoje o território de Cabinda. A sua história é difícil de reconstituir, porque dela não sobrou mais do que interpretações de alguns registos e restos esfumados da tradição oral, dos quais saiu este delicioso conto: O antigo reino do Kongo era tão grande que ninguém conhecia os seus limites, mas sabia-se que era todo revestido por grandes florestas, que tinha um rio grande como o mar e, que apesar do seu povo ser muito numeroso, havia sítios onde nunca ninguém tinha ido. O poderoso Muenekongo ou Manikongo (rei, senhor do Kongo) vivia com a corte na capital, São Salvador do Kongo, M'Banji-a-Ekongo ou Mbanza Kongo , como há muitos, muitos anos se chamou. Este manikongo tinha uma irmã a quem muito amava, de nome Muam Poenha . A princesa era de uma beleza fora do comu...
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Baixa de Kassange  As lendas da Baixa de Kassange, contam em geral, da dificuldade de transpor a escarpa, no lugar onde a serra se quebrou ao meio, e uma das metades afundou. Mas o que na verdade se passou na Baixa de Kassange, foi decerto mais drástico do que qualquer lenda poderia contar. Durante séculos, o que ficou na memória dos povos, foi a Baixa, onde Sobas de Kassange concentravam milhares de homens, mulheres e crianças, escravizados, depois de roubados aos seus povoados. Era nessa Baixa, de vegetação exuberante, onde pululava a vida animal, que os escravos que conseguiam resistir às provações e tratamento bárbaro, eram comercializados como gado, antes da triagem para a Barra do Kuanza, perto de São Paulo da Assumpção de Loanda, ou para a Katumbela, perto de São Philipe de Benguela, estações de descanso e engorda, que antecediam o embarque definitivo para o Brasil, Haiti e Bahamas. Os escravocratas tinham linhas de avaliação e preferência na aquisi...
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Saartjie Baartman a “Vênus Calipígia”! Nunca o mundo ocidental se poderá desculpar o bastante, pelas atrocidades cometidas em África! Na África do Sul, no início da ocupação bôer, afrikânners enfastiados, saíam para caçar Köi San, o povo mais dócil e cordato que existe na face da terra. No ex Congo Belga, feudo conedido ao Rei Leopoldo na Conferência de Berlin, os brancos se arvoravam o direito de amputar, mãos, pés, pernas e braços, e também de matar, por coisas banais, choques culturais, ou apenas para demonstrar pátro poder. Ingleses saudosos dos campos e costumes rurais do reino Unido, instituíram a caça à raposa africana; na falta de raposas em África, estas eram substituídas por negros jovens, que eram perseguidos por cachorros até à axaustão, e então trucidados a mordidas, tal como as raposas. Não vou falar aqui nos roubos, nas traições políticas e econômicas a povos dóceis, não ocidentalizados, não preparados minimamente que fosse para a ignomínia ocidental! Não vou con...
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Musserindinde e os foguetes de S. João Durante a Guerra da Kissama, um dos desdobramentos da oposição dos Jingas à ocupação Portuguesa em Angola, o Grande Soba Musserindinde perseguiu e conseguiu encurralar e cercar os dois pelotões do exército Português perto da Muxima. Era o dia 28 de Junho, e as tropas Portuguesas, extenuadas, em franca inferioridade numérica, desalentadas, preparavam-se para um último e definitivo combate em que fatalmente pereceriam todos, quando um soldado, fogueteiro de profissão na vida civil, e ardoroso católico devoto de S. João, a quem, sofrendo de raquitismo na primeira infância, a mãe oferecera como fiel seguidor em troca da cura, resolveu fazer uns foguetes para homenagear o santo de sua devoção, S.João, celebrado pela Igreja Católica nesse dia. Usou alguns caniços de mato, e uns restos de pólvora, sem o conhecimento nem autorização do alferes, e caprichou no preparo. Espetou as canas de foguetes no chão e acendeu a mexa, para o simbolis...
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KWANYAMAS É um povo extremamente orgulhoso, de um porte físico imponente e majestoso, e que se considera superior a todas  os outro povos. Foi uma das tribos que maior resistência fez à ocupação colonial, nunca se deixando subjugar por completo, e até hoje, alguém que queira entrar em território Kwanyama, só poderá faze-lo com expressa autorização do Soba. É conhecida a história do Soba Manugula-Homandumbe que, vendo-se em luta desesperada com militares brancos, quando só ele e uns poucos guerreiros restavam, lhes perguntou se preferiam morrer ou ser escravos dos brancos e, sem esperar resposta os matou, suicidando-se em seguida. Povo de qualidades guerreiras extraordinárias, aliadas ao fato de se encontrarem sempre militarmente organizados, fizeram-se impor, não só aos povos vizinhos, mas também ao invasor branco. De uma audácia fantástica, chegaram por vezes a tentar negociações de paz, apenas como mera estratégia, pois tão logo se sentiam capazes de voltar à ...
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Forte de Kabatukila   Entre Luanda e Kafunfo, na Serra de Kabatukila, dominando a grandiosidade da Baixa de Kassange, encontra-se o Forte na que a Serra deu o nome, e que encerra séculos de História, mistérios e lendas. Construído inicialmente para  repelir os ataques dos Bângalas, migrados do Nordeste de Angola, serviu mais tarde como ponto de apoio aos Portugueses, no combate à captura e comércio de escravos. Foi também usado como base nas frentes de trabalho de pesquisa e combate à Mosca Tzé Tzé – Glosiana Morsitans – a Mosca do Sono; díptero hematófago, pouco maior do que uma mosca comum, cuja picada inocula um protozoário parasita no sangue, o tripanossomo, que provoca a doença do sono ou tripanossomíase, em homens e animais. Essa doença provoca distrofia e lassidão muscular nas vítimas. A mosca, por meio de um gancho pontudo que tem nas extremidades das patas, crava-se nas vítimas e suga o quanto pode; mesmo animais de grande porte, acabam morrendo ...