A
cerca de 40 Km do Virei, em pleno
deserto de Moçâmedes – Namíbia – existem dois morros gêmeos, sendo um deles
conhecido como morro sagrado.
No
teto de pequenas grutas deste morro, descobriu-se num passado bem recente –
1949/1950 – uma série de pinturas rupestres, representando principalmente cenas
de caça.
Arqueólogos
acorreram ao local, após a divulgação da descoberta, e foram encontrando também
pelo solo, instrumentos diversos de pedra lascada.
Comoção
no mundo da Arqueologia e da História, mas por pouco tempo, pois estudos um
pouco mais acurados por parte de Geólogos, comprovaram que, além das grutas
estarem muito expostas, são de rocha granítica de fácil desagregação, e que
essa desagregação é contínua, de tal maneira que, se as pinturas tivessem o
tempo que a princípio se imaginava, quando da descoberta, há muito teriam
desaparecido; conclusão, as pinturas, bem como os instrumentos encontrados, são
do século XIX e quase de certeza feitos pelo povo KöiSan.
A
História de T’Chitundo Hulo, é no entanto pitoresca.
No
alto do morro hoje denominado de Morro Sagrado, havia uma aldeia, que pela
posição que ocupava, era chamada de T’Chitundo Hulo – Aldeia do Céu .
Um
dia, uma família de Leões, decidiu instalar-se também no alto do morro, e após
devorarem alguns aldeãos, o povoado foi abandonado, deixando, no entanto,
vestígios dos seus antigos habitantes.
O
Morro Sagrado, goza da fama supersticiosa de que, quem ousar profanar as suas
encostas, é castigado com morte súbita pelos espíritos dos seus antigos
habitantes.
Aconteceu
há alguns anos atrás, um fato que veio corroborara e contribuir para perpetuar
o mito; um eminente professor da Universidade de Coimbra, Dr.Carriço, foi para
o deserto de Moçâmedes estudar a Welwitchia Mirabilis, planta que só existe nos
desertos da Namíbia e Kalári ( na verdade um só deserto ), aproveitando também
para estudar a flora do lugar.
Cardíaco
desconhecedor dessa sua condição, morreu vítima de ataque fulminante, no
esforço de subida da encosta do morro.
Para
os supersticiosos, foi a confirmação da profecia dos espíritos irados.
Curiosos
também, é que são dois morros gêmeos, mas só a um, a superstição do povo impôs
tabu.
Welwitchia
Mirabilis – O deserto
Namíbia/Kalaári, é o único lugar do Mundo onde pode ser encontrada esta planta.
E
folhas largas e espraiadas, de fibras extremamente duras, e uma raiz que vai
buscar água a uma profundidade impressionante.
Muitos
botânicos consideram que se trata de uma planta marinha, adaptada às novas
condições de vida, após o reinado das águas.
O
androceu da planta representa uma meia calote esférica convexa, com flores
polinizadas.
O
geniceu apresenta a forma de grandes lábios vaginais.


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